SÃO PAULO – O secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Mauro Ricardo Machado Costa, recebeu na última quarta-feira (3), durante encontro na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), um documento do setor têxtil que pede a redução da alíquota do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços) de 12% para 7%, dentro do processo industrial.
O objetivo da redução é aprimorar a competitividade da cadeia têxtil e de confecção, além de manter os investimentos e os postos de trabalho com sua posterior ampliação, caso o ICMS seja diminuído.
De acordo com o vice-presidente da Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Rafael Cervone Netto, o setor conta com 75% de mão-de-obra feminina, sendo 40% arrimo de família. São Paulo representa mais de 35% do PIB (Produto Interno Bruto) da indústria têxtil e de confecção nacional.
“O governo sabe da importância deste setor para o Estado e para o País, e é com está visão que recebemos este pleito”, afirmou o secretário.
Migração de empresas para outro estado
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu a competitividade, em função da concorrência acirrada e da consequente migração de empresas para outros estados, ressaltando que o documento comprova a maturidade do setor. “Informalidade e ilegalidade são uma coisa só, e menos imposto significa menos informalidade”, afirmou.
A opinião de que o combate à informalidade beneficia empresas e empregados foi compartilhada pelo vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados, Sérgio Marques.
Conforme o documento, o resultado da redução traria a permanência das indústrias em São Paulo, o que diminuiria o movimento migratório para outras unidades federativas, além de possibilitar o retorno daquelas que estão em outros estados. |